Seus olhos me fazem estranho
que até abaixo os meus.
Quando passo sou palavra
mal dizida ou bem dizida
com cochicha e rabo espicha.
Estranho em terra de gente
sou o outro que não eu.
Sou palavra construída,
costurada em fuxico,
sentada numa praça,
ou em mesa de bilhar.
Sou o dono da verdade,
o carrasco em plena rua.
O monstro lá de longe
que come carne crua.
Sou de todos o que todos
querem que seja!
Goste ou não goste
tenho que comer.
Afinal,
não sou meu eu
nem o de vocês.
Sou construção!
que até abaixo os meus.
Quando passo sou palavra
mal dizida ou bem dizida
com cochicha e rabo espicha.
Estranho em terra de gente
sou o outro que não eu.
Sou palavra construída,
costurada em fuxico,
sentada numa praça,
ou em mesa de bilhar.
Sou o dono da verdade,
o carrasco em plena rua.
O monstro lá de longe
que come carne crua.
Sou de todos o que todos
querem que seja!
Goste ou não goste
tenho que comer.
Afinal,
não sou meu eu
nem o de vocês.
Sou construção!
George Ardilles
Catingueira - PB
Catingueira - PB
