30 de outubro de 2009

George Ardilles recita "Salvador D'á Alí" no Café em Verso e Prosa

27 de outubro de 2009

(...)

Era vermelha da cor da acerola.
Da cor do tomate.
O gosto vermelho do tomate tem gosto de água.
O da acerola tem azedo no começo.
Vitamina C no final. No meio tem língua.
A laranja também vitamina C.
Mas amarela.
A acerola tem mais. Será, pois, vermelha?

Em casa nunca teve pé de nada.
Nunca pude saber das cores das frutas.
Em casa tinha pé de plásticos em cima das mesas.
Às vezes nos cantos.

Me intrigava frutas azuis.
Na natureza do plástico era fácil os azuis.
Na natureza de verdade nunca comi seus azuis.
Nem sei se os têm.

Qual o sabor do azul?
Será que gosto de plástico?

Prefiro o segredo.

Plástico tem gosto de mentira.

George Ardilles

(...)

Os gatos na grama, ao pé, tamarineiro, preguiçam.
Pessoas na calçada, de pé, estressam.

Deitados ao sol da praça sofrem de preguicite aguda.
Ou não.
Apenas são gatos.

É sempre assim na universidade.
Esquanto uns preguiçam na grama
palavras em papel,
gatos são gatos estressando homens.

As árvores de gatos se infestam de altura.
Da terra ao céu. Sem ser ilusão.
Os homens de ciência se infestam em verdades...
dos pés à cabeça. Sem ser...

George Ardilles

(...)

À beira da noite, a Lua passa refletindo um rio.
Ou mar.
Em cima dos peixes os barcos os pescam.
Ou não.
Pescados na mesa eu como.
Outros nem sabem ou comem.
A fome não deixa.

A cada dia de dia ou noite um come.
Ou não.
A cada dia de dia ou noite um fome.
Sim.
Por verdade não come, não come.
Por não ter o que come, no chão.

George Ardilles

14 de outubro de 2009

Ménage à trois

O Café em Verso e Prosa organizado desde 2005 pela atriz Suzy Lopez apresenta nesta terça-feira dia 20 de outubro de 2009 o "Ménage à trois". Os convidados desta noite serão George Ardilles, Íkaro MaxX e Renálide Carvalho, apresentando respectivamente seus livros Poemas de Meio-fio, Um Cristo Cuspido no Espelho do Século e Poemas à Vapor. Nesta noite tudo pode acontecer (ou nada). Teremos a apresentação dos livros, performances poéticas, e também uma conversa com cada um sobre o processo de realização artística e publicação das obras. A espectativa é grande (pelo menos por minha parte). Surpresas terão.
O evento acontece no Café Empório, que fica por trás da Feirinha de Tambaú, a partir das 20:00. A entrada é gratuita.

23 de setembro de 2009

(...)

A flor quando dita, cheira.
Espinho quando fura, Rosa.
Mulher quando cheira tem nome de flor.
Quando fura tem gosto de sangue.

Isso aprendi cheirando uma Flor.
Com Rosa por nome, Espinho depois.

George Ardilles

3 de setembro de 2009

Lançamento do POEMAS DE MEIO-FIO em Eunápolis, Bahia.